SÉRIE B - Paysandu vai do G4 à beira do Z4 em 45 minutos
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2017/x/0/nrB4QrSm2NhTOIBQQreQ/bergson.jpg)
O Paysandu até virou o primeiro tempo vencendo e aparecendo na quarta colocação, mas a equipe não conseguiu atacar o CRB e ainda "entregou" dois gols para os alagoanos e chegou à sexta partida sem vitória, ficando cada vez mais perto da zona de rebaixamento. Marcão abriu o placar a favor do Papão. Ratinho empatou e Flávio Boaventura virou para os donos da casa no Rei Pelé.
Marcão, Bérgson e Ayrton voltaram ao time titular do Papão e a equipe continuou no seu esquema (mais ou menos 4-4-2). A equipe jogou como o esperado, até ia bem, até começar a desandar pela falta de Diogo Oliveira. O CRB usou seu 4-1-4-1, com muitas falhas na primeira etapa, que foram corrigidas posteriormente.
Logo aos 3 minutos, contrariando totalmente quem vos escreve, o Paysandu abriu o placar em uma jogada com Jhonnatan, Ayrton e Marcão. O polivalente deu um toque de calcanhar para o lateral, que cruzou de primeira para o centroavante empurrar para as redes de Edson Kolln. Nesse momento, o Papão estava no G4, ocupando a quarta colocação, e jogando bem melhor que o CRB. Foi a primeira participação de um lateral e o primeiro gol de um centroavante do Paysandu na Série B.
Porém, o fantasma da bola aérea começou a rondar a zona defensiva bicolor. Uma, duas, três...DEZ! Foram 10 jogadas aéreas tentadas pelo clube Regatiano, no primeiro tempo, a maioria com muito perigo por conta da desatenção da defesa do Paysandu.
Aos 16 minutos, Chico cobrou escanteio na cabeça de Danilo Pires, que conseguiu tocar no primeiro pau, a bola rodou a área e Zé Carlos não conseguiu alcançar. A partida ficou aberta, mas os donos da casa sentiram a fragilidade do clube da Curuzu e foram pra cima. Aos 27, Chico fez boa jogada pela esquerda e cruzou, novamente a bola passou sozinha até chegar em Ratinho, que quase empatou com um chutaço.
As constantes tentativas do CRB eram respondidas com poucas jogadas que não terminavam em finalização do lado paraense. A primeira etapa acabou e os bicolores conseguiram segurar o G4.
DO G4 AO (QUASE) Z4
Na virada do intervalo, Diogo Oliveira não retornou, pois sentiu uma lesão, e foi substituído por Lucas Taylor. Sim. Lucas passou a fazer a função de Jhonnatan e o polivalente ficou mais centralizado, mas também atacava pelo meio, fazendo quase uma linha de 4.
A marcação do Paysandu funcionava muito bem com a bola no chão, mas nos cruzamentos, até os não tão altos, parecia se perder. O CRB não conseguiu atacar pelo meio, então insistiu nos cruzamentos e assim saiu o empate, com a Lei do Ex.
Chico fez uma boa jogada pela esquerda e lembrou do duelo de quando atuava pelo Tupi, quando carimbou a trave do Paysandu. Dessa vez a zaga bicolor, por meio de Fernando Lombardi, afastou mal, nos pés de Edson Ratinho, que aproveitou o posicionamento ruim de Emerson e ainda acertou um belo chute para empatar.
Neto Baiano e Elvis substituíram Zé Carlos e Salles. Tempo depois, Ratinho apareceu mais uma vez na direita, mas agora cruzou e Marcão afastou! E a bola foi na cabeça de Flavio Boaventura que virou a partida. Em poucos minutos o Paysandu passou de quarto colocado para décimo quarto, perdeu 10 posições em quase 10 minutos.
Bérgson deu seu primeiro chute aos 20 minutos, pouco tempo antes de Mandi entrar. Não podemos dizer que Rogerinho não tentou, mas não foi o suficiente. Tiago Mandi substituiu Ricardo Capanema e Jhonnatan passou a fazer a função de volante, enquanto Mandi foi para a ponta revezar com Lucas Taylor.
O jovem acertou um belo chute com a perna esquerda, que assustou Edson Kolln, mas não conseguiu criar mais jogadas, assim como toda a equipe. O tempo ia passando, o CRB continuava tentando, o Paysandu apertado sem defender, atacar ou até mesmo rifar a bola com "qualidade". Rogerinho esperou até os 40 para colocar Daniel Amorim em campo, tirando Wesley. Abdicar da defesa era a única alternativa, para um time que perdeu seu único meio-campista criador.
Com 12 pontos, o Paysandu se vê próximo da zona da degola, que tem o primeiro clube o Oeste, que tem a mesma pontuação, mas o Papão ocupa a 14ª posição, na frente de Boa Esporte e ABC, que já jogaram. O Papão não entra no Z4 nessa rodada, mas fica com a pontuação de quem já está indo no caminho da terceira divisão.
FATOS
Já são seis jogos que o Paysandu não conhece a vitória. Sendo que quatro foram derrota e mesmo com a demissão de Chamusca parece não haver elemento humano para dar a volta por cima.
O Paysandu contratou 23 jogadores para essa temporada. sendo que 7 saíram do clube, 2 eram armadores (ou vieram com essa fama, caso de Daniel Sobralense), e a equipe só tinha 3 no elenco. A diretoria de futebol do time bicolor não mostrou muita coisa nesse início da Série B. Estamos na décima rodada e o time tem poucas peças. E uma das melhores que tinha, acabou saindo por motivos não muito bem explicados.
10 rodadas são mais de um quarto da competição. Se o Paysandu não contratar corretamente, corre risco de continuar brigando na parte de baixo da tabela.
Comentários
Postar um comentário